Carteira Mensal – Abril/2013

Vamos dar início à primeira publicação da série Carteira Mensal do ano de 2013. Nesta nova série iremos acompanhar o desempenho de nossa carteira, composta por três classes de ativos (Ações, Fundos Imobiliários e Renda Fixa), e compará-la com os principais benchmarks do mercado, de forma a avaliar a eficiência de uma carteira diversificada no longo prazo.

Alocação de Ativos

Alocação de Ativos - Abril-13

O primeiro passo ao se montar uma carteira de investimentos, é definir o percentual de cada tipo de ativo que irá compor seu portfólio. Este percentual não é fixo e varia de acordo com as características de cada investidor e, principalmente, com a sua tolerância a riscos.

Em nossa carteira, buscaremos manter a relação entre a Renda Fixa e a Renda Variável equilibrada, ou seja, 50% em cada tipo de investimento.

Na Renda Variável, nosso objetivo será manter 35% do portfólio em Ações Individuais, 3% em Fundos de Ações e 12% em Fundos Imobiliários.

Atualmente, nossa carteira está bem próxima dos nossos objetivos, ficando os fundos imobiliários um pouco abaixo do previsto.

Carteira de Ações

Nosso método de investimento em ações consiste numa estratégia de Buy and Hold, portanto, buscamos manter nossa posição em uma determinada empresa enquanto ela permanecer boa, ou quando encontrarmos uma oportunidade mais interessante de investimento.

Para a escolha das empresas que compõe nossa carteira adotamos os seguintes critérios:

  1. Empresas de fácil entendimento do negócio;
  2. Que apresentem histórico de lucros consistentes;
  3. Com boas Margens de Lucro e ROE;
  4. Com dívida equilibrada;
  5. Que paguem dividendos com frequência;
  6. Que possuam boa Governaça Coorporativa e Tag Along.

Visando equilibrar o portfólio, dividimos nossa carteira de ações em 10 setores distintos, conforme gráfico abaixo:

 Carteira de Ações - Abril-13

Dessa forma, pretendemos não nos expor excessivamente em um único setor. Não nos sentimos muito confortáveis com mais de 15% de alocação no mesmo setor, porém, no caso da categoria “Financeiro e Outros”, abrimos uma exceção, pois se tratam basicamente de bancos sólidos.

Além da alocação setorial, daremos atenção para a classificação das ações por tipo de empresa, conforme composição abaixo:

Classificação das Ações - Abril-13

O objetivo de manter empresas de características diferentes é minimizar os efeitos da volatilidade da carteira de ações. Pois as ações de crescimento tendem a render mais em períodos de alta da bolsa e as defensivas (normalmente boas pagadoras de dividendos) tendem subir menos neste período, porém, são mais resilientes nos períodos de baixa, chegando muitas vezes a ter desempenho positivo.

Nossa ideia é permanecer com mais ações de crescimento em nossa carteira, tendo em vista o potencial maior de valorização no longo prazo, entretanto, o percentual de  25% na categoria de dividendos pode abrir margem para aumentar a posição nestes ativos.

Evolução Mensal da Carteira

 Evolução Mensal - Abril-13

No mês de Abril e no ano de 2013, os destaques positivos ficaram por conta do Índice Dow Jones e pelos Fundos de Ações, com rentabilidade de 1,79% e 1,32% no mês.

Os destaques negativos ficaram por conta do Ouro e do Ibovespa que perderam -0,74% e – 8,21% de rentabilidade no período. Nessas horas verificamos a importância da diversificação de ativos numa carteira, pois o ouro até pouco tempo era considerado “o investimento do momento”, subindo expressivos 32,26% em 2010, 14,44% em 2011 e 15,26% em 2012.

Vale a pena ressaltar também que este é o terceiro mês consecutivo de desempenho negativo dos Fundos Imobiliários e do IFIX, possivelmente refletindo as perspectivas de novos aumentos da taxa Selic.

Evolução Anual da Carteira (Desde Agosto ∕ 2010)

 Evolução Anual - Abril-13

No comparativo anual, verificamos que nossa carteira tem superado com folga Ibovespa, mostrando que uma boa estratégia de investimentos pode ser compensatória no longo prazo.

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