Carteira Mensal – Abril/2012

02/05/2012

No mês de Abril/2012, com a elevada queda do Índice Bovespa de 4,17%, nossa carteira apresentou uma ligeira queda.

Alocação de Ativos – Mês de Abril/2012

Com a recente queda das taxas de juros no país, os investimentos em renda fixa passaram a ter uma atratividade menor, portanto, aumentamos nossa exposição em renda variável, ficando com 40% em ações (patamar que deve ser mantido nos próximos meses) e 8% em fundos imobiliários (posição iniciada em Fevereiro/12).

Alocação – Carteira de Ações

Com o percentual em renda variável mais elevado, aumentamos o número de ações da carteira, diversificando ainda mais a mesma. O destaque da alocação fica para os setores de Bancos e Energia elétrica, que apresentam 24% do portfólio.

Rendimentos Líquidos

Total no mês: -0,24%

Total no ano: 8,11%

A rentabilidade no mês de Abril/12 foi prejudicada pela queda da carteira de ações, mas nada que atrapalhasse o desempenho no ano, que continua em um patamar interessante.

Renda Fixa no mês: 0,89%

Renda Fixa no ano: 2,88%

O rendimento da renda fixa no mês foi bastante positivo. Novamente o destaque vai para os títulos pré-fixados e indexados à inflação, que são beneficiados com a queda das taxas de juros no mercado futuro.

Ações no mês: -2,16%

Ações no ano: 15,83%

O rendimento da carteira de ações, apesar de negativo, ficou bastante acima do Ibovespa. No ano, nossa carteira já supera com folga o índice. Os destaques da carteira ficaram para as ações da M. Dias Branco (que apresentou um ótimo balanço no 1T/12), Valid e Cemig; os negativos ficaram para Eletropaulo, Randon e Itaú Unibanco.

Fundos Imobiliários no mês: 2,59%

Fundos Imobiliários no ano: 5,34%

Novidade em nossa carteira, os fundos imobiliários apresentaram um ótimo rendimento no período. A rentabilidade destes fundos no ano está num patamar intermediário entre a renda fixa e as ações, algo de se esperar no longo prazo, devido aos riscos envolvidos nestas classes de ativos.

Desempenho Desde o Início (Agosto/10)

 

Resumindo, neste patamar em que se encontra a renda fixa, o único meio de obter uma rentabilidade mais elevada é aumentando um pouco o nível de risco. No primeiro momento, nossa estratégia com o foco um mais direcionado para renda variável, de maneira diversificada, tem apresentado um bom desempenho. No entanto, aguardaremos os próximos resultados.

Abraços


Carteira Mensal – Janeiro/2012

06/02/2012

No mês de Janeiro/2012, com a expressiva alta do Índice Bovespa de 11,13%, nossa carteira apresentou um excelente resultado.

Carteira Mês de Janeiro/2012

Nossa alocação por classe de ativos apresentou uma pequena variação na renda fixa neste mês, pois migramos parte dos investimentos atrelados à Selic para os indexados à inflação. Acreditamos que essa medida venha a ter um retorno positivo, na medida em que as projeções para as taxas de juros futuras vêm caindo para patamares cada vez menores, na faixa de 9,5% ao ano. Além disso, estaremos contribuindo para uma maior diversificação da renda fixa da carteira.

Carteira de Ações

Ação Nome Preço %
PETR4 Petrobras 24,57 13,04%
VALE5 Vale 42,69 9,91%
CSNA3 CSN 18,25 6,05%
CMIG3 Cemig 29,48 5,87%
BBAS3 Banco do Brasil 27,19 5,41%
POMO4 Marcopolo 7,92 5,25%
RAPT4 Randon 9,31 4,94%
GRND3 Grendene 8,50 4,51%
ITUB3 Itaú Unibanco 30,49 4,04%
BBDC3 Bradesco 25,94 3,44%
GETI4 AES Tietê 25,01 3,32%
VIVT4 Telesp 48,65 3,23%
BVMF3 BMF Bovespa 10,99 2,92%
CIEL3 Cielo 52,05 2,76%
NATU3 Natura 37,42 2,73%
AMBV4 Ambev 64,00 2,55%
RDCD3 Redecard 31,50 2,51%
EZTC3 Eztec 17,74 2,35%
CYRE3 Cyrela 16,18 2,15%
CCRO3 CCR 12,16 1,94%
TRPL4 Transmissão Paulista 55,26 1,83%
GGBR3 Gerdau 13,80 1,83%
OHLB3 OHL 62,99 1,67%
TBLE3 Tractebel 30,34 1,61%
USIM5 Usiminas 11,72 1,55%
WEGE3 Weg 19,48 1,55%
BICB4 Bic Banco 7,80 1,03%

Conforme informamos em Novembro/11, fizemos algumas alterações em nossa carteira de ações, de forma a priorizar empresas com um bom Dividend Yield e com um fluxo de caixa mais previsível. Em Janeiro/11, aproveitamos a elevada alta dos papéis da PETR4 para diminuir um pouco nossa alocação na empresa, que estava em torno de 15%. Assim reduzimos nossa concentração em um único papel e nossa exposição em commodities.

Rendimentos Líquidos

Total no mês: 3,89%

Total no ano: 3,89%

A rentabilidade no início desse ano foi excelente. O resultado positivo foi influenciado em grande parte pelo ótimo desempenho da bolsa de valores no período, que obteve a retomada do capital estrangeiro de maneira mais consistente, em virtude de notícias mais positivas sobre a economia americana e européia.

Renda Fixa no mês: 1,21%

Renda Fixa no ano: 1,21%

O rendimento da renda fixa no mês foi bastante positivo, com destaque para os títulos pré-fixados e indexados à inflação, que obtiveram uma rentabilidade elevada devido à queda das taxas de juros no mercado futuro.

Ações no mês: 9,08%

Ações no ano: 9,08%

O rendimento da carteira de ações foi bastante significativo. Entretanto, o resultado ficou aproximadamente 2 pp. abaixo do Ibovespa, devido à ausência de papéis mais agressivos em nossa carteira, como de empresas em fase pré-operacional, ou com o fluxo de caixa menos previsível.

Desempenho Desde o Início (Agosto/10)

Em virtude de não termos publicado nossa carteira mensalmente, como gostaríamos, passaremos a publicar nossa rentabilidade acumulada, desde o início do Blog.

Conforme verificamos na tabela acima, nossa carteira de renda fixa, diversificada entre títulos pré-fixados, indexados à taxa Selic e a inflação, apresentou até o momento um desempenho bastante acima do CDI, ficando em primeiro lugar no comparativo de rentabilidades.

Nossa carteira de ações vem superando o Ibovespa de maneira consistente ao longo dos meses, tendo uma rentabilidade de mais de 12 pp. acima do índice. Uma meta interessante, que pretendemos alcançar, seria bater o CDI Líquido no mesmo período, conforme poderemos acompanhar no gráfico abaixo:

Estratégia para os Próximos Meses

Para os próximos meses, buscaremos manter nossa alocação de ativos próxima ao patamar atual, faremos apenas uma pequena redução na renda fixa atrelada à taxa Selic, que será destina provavelmente para alguns fundos imobiliários. Com a previsão da queda dos juros praticados no país, esta modalidade de investimento pode ser uma alternativa interessante. Para nossa carteira de ações também não prevemos muitas alterações, mas continuaremos de olho em empresas que apresentem um bom Dividend Yield e Upside significativo; e que estejam dentro dos nossos critérios de seleção.

Abraços


Carteira Mensal – Outubro/2011

02/11/2011

No mês de Outubro/2011, com a valorização do Índice Bovespa de 11,49%, nossa carteira apresentou uma rentabilidade bastante positiva.

Carteira mês de Outubro/2011

Durante o período, mantivemos nossa alocação por classe de ativos praticamente inalterada. Para os próximos meses, buscaremos manter a seguinte proporção: 35% em Ações; 10% em RF atrelada à Inflação; 10% em RF Pré-Fixada ; 40% em RF atrelada à Selic; e 5% em  Disponibilidades.

Carteira de ações

Ação Nome Preço %
PETR4 Petrobras 21,32 15,34%
VALE5 Vale 40,80 8,81%
BBAS3 Banco do Brasil 25,90 5,59%
POMO4 Marcopolo 7,60 5,47%
GRND3 Grendene 7,85 4,52%
ITUB3 Itaú Unibanco 28,06 4,04%
BBDC3 Bradesco 25,00 3,60%
VIVT4 Telesp 49,95 3,59%
GETI4 AES Tietê 24,47 3,52%
CSNA3 CSN 15,91 3,43%
CMIG3 Cemig 23,45 3,38%
RAPT4 Randon 10,95 3,15%
NATU3 Natura 33,40 2,64%
CIEL3 Cielo 45,50 2,62%
RDCD3 Redecard 28,85 2,49%
AMBV4 Ambev 57,35 2,48%
PCAR4 Pão de Açucar 65,50 2,36%
ELPL4 Eletropaulo 30,80 2,22%
EZTC3 Eztec 15,30 2,20%
CYRE3 Cyrela 15,01 2,16%
CCRO3 CCR 47,25 2,04%
GGBR3 Gerdau 13,10 1,89%
TRPL4 Transmissão Paulista 49,20 1,77%
USIM5 Usiminas 11,80 1,70%
WEGE3 Weg 19,05 1,65%
DTEX3 Duratex 9,30 1,61%
TBLE3 Tractebel 27,50 1,58%
DROG3 Drogasil 10,80 1,55%
BVMF3 BMF Bovespa 10,25 1,48%
BICB4 Bic Banco 7,81 1,12%

Durante o mês de Agosto/11, aproveitamos a queda significativa do Ibovespa e aumentamos nossa alocação em Petrobras, Marcopolo e Banco do Brasil; e abrimos posição em Weg.

Rendimentos Líquidos

Total no mês: 3,39%

Total no ano: 3,34%

A forte alta da bolsa no mês de Outubro/11 e a nossa elevada alocação em renda fixa contribuíram de forma significativa para que o nosso portfólio tivesse um bom desempenho no mês e ficasse novamente no positivo no ano. Fato este a ser comemorado, em virtude dos péssimos resultados das bolsas mundiais no ano, prejudicas pela da crise econômica vigente.

Renda Fixa no mês: 0,78%

Renda Fixa no ano: 9,39%

O desempenho da renda fixa, diversificada entre 3 modalidades de investimento, nos trouxe resultados bastante satisfatórios, superando o CDI líquido no período.

Ações no mês: 7,96%

Ações no ano: -5,36%

O rendimento das ações no mês ficou baixo do Ibovespa, porém, o rendimento anual encontra-se bastante acima do índice, apesar de negativo.

Conforme temos publicado, seguiremos fortemente nossa estratégia de alocação de ativos nos próximos meses, fazendo ajustes necessários de acordo com as oportunidades que surgirem.

Pensamos também em substituir alguns papéis de não tiveram bons resultados no último trimestre e que possuem grande volatilidade por outros que apresentem bons Dividend Yield e menor volatilidade.

Como não publicamos nosso desempenho nos últimos meses, apresentaremos abaixo nossas rentabilidades mensais obtidas no ano:

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Abraços


Carteira Mensal – Junho/2011

03/07/2011

No mês de Junho/2011, mesmo com a desvalorização do Índice Bovespa de 3,43%, nossa carteira apresentou uma rentabilidade ligeiramente positiva.

Carteira mês de Junho/2011

Nossa alocação por classe de ativos permaneceu praticamente inalterada em relação ao mês anterior, apenas com um pequeno aumento nas disponibilidades.

Carteira de ações

Ação Nome Preço %
PETR4 Petrobras 23,72 15,49%
VALE5 Vale 44,64 9,72%
GRND3 Grendene 9,00 5,23%
ITUB3 Itaú Unibanco 30,80 4,47%
CSNA3 CSN 19,19 4,18%
BBAS3 Banco do Brasil 28,00 4,06%
BBDC3 Bradesco 26,78 3,89%
CMIG3 Cemig 25,50 3,70%
GETI4 AES Tietê 25,28 3,67%
RAPT4 Randon 12,40 3,60%
TLPP4 Telesp 45,40 3,30%
NATU3 Natura 39,00 3,11%
POMO4 Marcopolo 7,00 3,05%
PCAR4 Pão de Açucar 72,15 2,62%
EZTC3 Eztec 16,97 2,46%
ELPL4 Eletropaulo 33,86 2,46%
DTEX3 Duratex 13,21 2,30%
CIEL3 Cielo 39,00 2,26%
AMBV4 Ambev 51,33 2,24%
CYRE3 Cyrela 14,87 2,16%
GGBR3 Gerdau 14,28 2,07%
RDCD3 Redecard 23,52 2,05%
CCRO3 CCR 46,45 2,02%
USIM5 Usiminas 13,70 1,99%
TRPL4 Transmissão Paulista 50,19 1,82%
TBLE3 Tractebel 27,50 1,60%
DROG3 Drogasil 10,65 1,55%
BVMF3 BMF Bovespa 10,33 1,50%
BICB4 Bic Banco 9,90 1,44%

Aproveitamos o fraco desempenho da Bolsa no mês para comprar ações da Natura e da Tractebel. Também vendemos alguns papéis da Eletropaulo, que subiram bastante desde nossa aquisição, visando realização parcial de lucros.

Rendimentos Líquidos

Total no mês: 0,10%

Total no ano: 1,92%

A constante queda da Bolsa de Valores tem prejudicado bastante o desempenho de nossa carteira, mas graças à nossa alocação de ativos diversificada entre Renda Fixa e Variável, temos conseguido nos manter com rentabilidades positivas, mesmo nesses momentos desfavoráveis.

Renda Fixa no mês: 0,77%

Renda Fixa no ano: 4,64%

O rendimento da Renda Fixa foi satisfatório no período, performando em linha com o CDI líquido.

Ações no mês: -0,93%

Ações no ano: -1,65%

O rendimento em ações permaneceu mais uma vez no campo negativo, porém, bastante acima do Índice Ibovespa.

Para o próximo mês, manteremos nossa estratégia de alocação de ativos, com exposição em ações entre 30% e 40% do portfólio. O Índice Ibovespa chegando aos 57000 pontos seria bastante interessante para realização de novos aportes, mas caso esse patamar não seja atingido, aumentaremos nossa posição em Renda Fixa, que também está bastante atrativa, através de novas compras de títulos do Tesouro Direto.

Abraços


Mais Lenha na Fogueira – P/L Histórico do Ibovespa

02/07/2011

Prezados amigos,

Resolvi elaborar esse post para responder a algumas perguntas feitas após a publicação do artigo: P/L Histórico do Ibovespa, elaborado em parceria com o Henrique de Carvalho, do blog HC Investimentos.

Vamos a algumas delas:

Stephan – Na Comunidade do Orkut: Ações – Buy and Hold – Bovespa

Interessante o artigo do “tonabolsa” sobre o PL, só não entendi o racional de usar a regressão linear para definir se o PL está alto ou baixo. Teria usado a média.

Senão assim em 2050 um P/L de 200 seria “justificavel”.

Valeu pelo artigo. Gostei.

Conforme respondido no artigo anterior, a inclinação da linha de tendência certamente não se sustentará no longo prazo, principalmente por 2 motivos: 

1) Devido a recente diminuição da taxa básica de juros no país, fazendo com que o preço das ações fiquem mais caras do que nos anos anteriores. Essa relação pode ser visualizada no gráfico abaixo:

2) Por não termos um grande histórico dados, como no P/E10 dos EUA. Por isso, pretendemos atualizar periodicamente os dados do P/L para que a linha de tendência fique cada vez mais sólida.

Mas conforme sugerido por alguns leitores, vamos comparar o P/L atual com a nossa média histórica.

 

clique na imagem para ampliar

Ao fazermos essa análise, vimos que apesar do P/L do Ibovespa estar num patamar interessante, o mesmo encontra-se ligeiramente acima de sua média histórica.

Nesse sentido, podemos fazer também uma análise similar a do P/E10, divulgada no site dshort.com, separando os níveis do P/L do Ibovespa por quintil.

 

 clique na imagem para ampliar

Nesse gráfico, podemos notar também que o P/L do Ibovespa encontra-se em um quintil intermediário, ou seja, num patamar onde se encontra 60% da amostra.

Domingos Junqueira – No Blog HC Investimentos

Parabéns pelo gráfico Henrique, mas gostaria de te fazer um desafio metodológico, pelo q vc falou vc desprezou os outliers (pontos extremos) p/ compor o seu gráfico, mas e se vc somasse o valor de mercado das empresas e dividisse pelo somatório de lucro das mesmas não poderíamos ter um indicador ainda melhor?

Também pensamos em fazer o levantamento do P/L dividindo o valor de mercado de todas as empresas pela somatória do lucro das mesmas, mas como tínhamos pouca informação disponível na época, optamos por não calcular dessa forma, pois nos demandaria muito trabalho para conclusão.

Esse tipo de análise normalmente é utilizado pelas corretoras, onde é considerado, inclusive, o lucro previsto para os próximos 12 meses, como podemos verificar no gráfico abaixo, elaborado pelo BTG Pactual em conjunto com a Economática.

clique na imagem para ampliar

Stephan – Na Comunidade do Orkut: Ações – Buy and Hold – Bovespa

Seria legal também, se ficam com vontade, colocar o PL da bolsa incluindo e excluindo VALE e PETR.

Muda drasticamente a figura!!!

No relatório mensal da BTG Pactual, onde eles calculam P/L do Ibovespa de 12 meses para frente em 9,6x, eles avaliam que se excluirmos a Petrobras e a Vale, o Ibovespa estaria sendo negociado em um P/L de 11,3x, ainda descontado em relação ao S&P500, que é negociado a 12,4x.

Abraços


P/L Histórico do Ibovespa

27/06/2011

Prezados,

Após um longo período de trabalho em parceria com meu amigo Henrique Carvalho, do site HC Investimentos, conseguimos levantar o P/L histórico do Ibovespa, um trabalho extremamente útil para quem pratica a alocação de ativos.

O presente artigo será dividido em 5 partes:

  1. Definição do Índice Preço/Lucro (P/L)
  2. P/L Histórico no Mercado Americano
  3. P/L Histórico – Metodologia Brasileira
  4. Gráficos e Análises Finais
  5. Conclusão

 

O que é o índice Preço/Lucro (P/L)?

O índice Preço/Lucro (P/L) é um indicador muito utilizado pelos investidores para se medir o número de anos que se levaria para reaver o capital aplicado. Um exemplo em PETR4:

Preço: R$ 22,87 (Dados de 24/06/2011)

Lucro por Ação (LPA): 2,95 (Lucro Líquido dos últimos 12 meses / Número de Ações)

P/L = 7,76 (22,87 / 2,95)

Logo, o investidor levaria em torno de 8 anos para reaver seu capital aplicado, caso comprasse o ativo neste exato dia e os lucros permaneçam constantes.

Costuma-se dizer que P/Ls abaixo de 15 estão baratos e acima de 15 caros. Os números são apenas uma referência, não devendo ser utilizados isoladamente como motivos de compra/venda de algum ativo.

 

P/L Histórico do S&P500 e sua importância como indicador

Utilizar o mercado americano como referência para nossa metodologia do P/L do Ibovespa era necessário.

Afinal, os dados vão desde 1870 (!), permitindo uma extensa análise sobre a viabilidade do indicador como referência para investimentos em índices de ações.

 

clique na imagem para ampliar – crédito da imagem: dshort.com

Este gráfico é muito bem construído e servirá de guia para o nosso gráfico do P/L Histórico do Ibovespa. Seguem abaixo algumas importantes observações:

  • Dados utilizam o índice P/E10 (Price / Earnings de 10 anos) deflacionado pela inflação. É uma maneira de suavizar o índice P/L, já que engloba a média real dos lucros nos últimos 10 anos.
  • Alta correlação entre o S&P500 e o P/E10. Algo esperado, já que o numerado da relação (preço) nada mais é do que a variação do S&P500.
  • O P/E10 variou durante estes 140 anos entre a mínima de 4,8 (1921) e a máxima de 44,2 (2000).
  • Dados do P/E10 foram dividos em 5 camadas (quintil). Desta maneira é possível ter uma melhor ideia das teóricas áreas “caro” e “barato”. Neste gráfico, a área “cara” está no quinto quintil (20,7 – 44,2) e a área barata está no primeiro quintil (4,8 – 11,0)
  • Atualmente o índice está em 23,0. Na teoria, este seria um número alto e que demandaria maior cautela por parte do investidor ao investir no mercado de ações americano.

A principal vantagem em se analisar o histórico do P/E10 do S&P500 é saber de forma prática e rápida a atratividade do investimento em ações.

O atual valor de 23,0 nos mostra que os investidores estão aceitando pagar um preço maior pelo mesmo lucro, dado que a média do P/E10 está em torno de 15,0.

 

P/L Histórico Ibovespa – A Metodologia Brasileira

Calcular o P/L do índice parece uma missão fácil inicialmente…

Na teoria, basta saber o P/L de cada empresa que compõe o Ibovespa e sua participação no índice. Deste modo, somando este produto para todas as empresas teremos o P/L do Ibovespa.

Porém, um dos maiores entraves para apurarmos o histórico do P/L do Ibovespa foi a ausência de bons dados públicos, principalmente de empresas antigas, que passaram por processos de fusões, mudaram seu código ou até mesmo faliram.

Deste modo, tentamos nosso melhor para conseguir dados de qualidade das diversas empresas que já fizeram parte do Ibovespa.

Abaixo, algumas considerações importantes sobre a metodologia utilizada.

Coleta de Dados

  • Utilizamos o software Majer & Majer para a coleta dos P/Ls históricos de algumas empresas.
  • No caso de empresas antigas, que sofreram fusão ou tiveram seu código alterado, utilizamos os dados da empresa mais recente. Exemplo: No caso de Perdigão (PRGA3) e Sadia (SDIA4) utilizamos os dados da BR Foods (BRFS3). Outros casos parecidos foram: Submarino (SUBA3) > BTOW3, Ipiranga (PTIP4) > UGPA4.
  • Alguns dados do P/L foram calculados na própria mão, utilizando dados do preço, lucro líquido nos últimos 12 meses e o número de ações.

Cálculo do P/L Trimestral do Ibovespa

  • Dividimos todo o período analisado (1999 até 2011) através de trimestres, para facilitar a coleta dos dados da participação das empresas no Ibovespa
  • O cálculo do P/L do Ibovespa para cada trimestre considerou a soma do produto entre a participação de cada empresa e seu respectivo P/L.
  • P/Ls acima de 60 foram desconsiderados, assim como P/Ls negativos (abaixo de 0). Estes cortes se justificam pelo motivo de suavizar o P/L. Afinal, P/Ls de 1.000 em ações com grande participação iriam jogar o P/L do Ibovespa às alturas, assim como P/Ls negativos tenderiam a baixar significativamente o P/L do Ibovespa.

Cálculo Final do P/L Mensal do Ibovespa

  • Com um pouco mais de 10 anos de dados não pudemos utilizar a metodologia americana do P/E10. Entretanto, para suavizar o resultado do P/L mensal optamos por considerar a relação entre a pontuação do Ibovespa e a média dos lucros dos últimos 12 meses.
  • Como o lucro é calculado a partir do P/L trimestral e da pontuação do Ibovespa, tínhamos apenas dados trimestrais. Os dados mensais do lucro do Ibovespa foram conseguidos através de uma interpolação linear entre o lucro dos trimestres.

 

P/L Histórico do Ibovespa – Gráficos e Análises Finais

Com o histórico de dados em mãos e a metodologia pronta, pudemos enfim elaborar o gráfico do P/L histórico do Ibovespa.

 

clique na imagem para ampliar

Posicionando o Ibovespa mensal acima e o P/L do Ibovespa abaixo no gráfico podemos notar a evolução deste importante indicador ao longo de mais de 10 anos.

O P/L tem alta correlação com o Ibovespa conforme era possível de se imaginar. Alcaçou sua mínima de 5,42 durante a crise de 2000-2002 e sua máxima de 17,99 em maio de 2008, mês que antecedeu uma queda de -60% no Ibovespa durante os próximos 5 meses.

Entretanto, os dados atuais já apontam uma certa divergência entre a pontuação do índice e o lucro das empresas que o compõem.

Desde meados de 2010, o P/L do Ibovespa vem caíndo até o atual patamar de 11,86. Este patamar é semelhante ao P/L do início do ano 2005.

  

clique na imagem para ampliar

Analisando a regressão linear em relação ao P/L do Ibovespa temos que os períodos mais “fora da média” foram 2002 e 2008. O atual patamar de -25,39% em relação a regressão parece indicar um momento favorável para compras no Ibovespa.

A regressão linear já foi explorada no blog HC Investimentos através do artigo: Ibovespa, Regressão à Tendência – Uma Visão Histórica

Entretanto, é muito importante lembrar que os dados tem apenas 10 anos e que esta regressão linear não deve se sustentar no futuro com a mesma inclinação. Afinal, o P/L do Ibovespa não tenderá a subir indefinidademente, mas sim se sustentar próxima a valores como 20,00 e 5,00.

Com um maior número de dados será possível criar a divisão por quintil para este gráfico, semelhante ao gráfico do mercado americano.

 

Conclusões

O P/L do Ibovespa será um importante instrumento de avaliação da atratividade do índice e certamente estará entre o conjunto de indicadores que utilizaremos para analisar a viabilidade de um investimento na Bolsa.

Em conjunto com outros indicadores, acreditamos que o atual patamar do Ibovespa em torno dos 60.000 pontos seja um bom momento para se aumentar ligeiramente a alocação em ações.

Apesar de não ser nenhuma pechinha, o investimento gradativo na Bolsa nos patamares atuais torna-se bastante interessante.

Compartilhe!

Se você gostou deste trabalho de coleta do P/L histórico do Ibovespa compartilhe-o e ajude demais investidores a conhecer este importante indicador.

P.S. Recomendo fortemente conhecerem o HC Investimentos do meu amigo Henrique Carvalho, cuja parceria foi fundamental para que, pudéssemos concluir esse projeto. Aproveitem para agradecê-lo também! ;)


Carteira Mensal – Maio/2011

13/06/2011

No mês de Maio/2011, apesar da queda do Índice Bovespa de 2,29%, nossa carteira apresentou uma pequena alta.

Carteira mês de Maio/2011

Nossa alocação por classe de ativos permaneceu praticamente inalterada em relação ao mês anterior.

Carteira de ações

Ação Nome Preço %
PETR4 Petrobras 24,09 15,59%
VALE5 Vale 44,84 9,68%
GRND3 Grendene 8,80 5,06%
ELPL4 Eletropaulo 34,90 5,02%
CSNA3 CSN 22,04 4,76%
ITUB3 Itaú Unibanco 30,29 4,36%
BBAS3 Banco do Brasil 28,05 4,03%
BBDC3 Bradesco 26,23 3,77%
RAPT4 Randon 12,44 3,58%
GETI4 AES Tietê 24,75 3,56%
CMIG3 Cemig 23,79 3,42%
TLPP4 Telesp 45,19 3,25%
POMO4 Marcopolo 7,42 3,20%
EZTC3 Eztec 16,92 2,43%
CYRE3 Cyrela 16,90 2,43%
PCAR4 Pão de Açucar 63,21 2,27%
CIEL3 Cielo 39,30 2,26%
DTEX3 Duratex 12,84 2,22%
USIM5 Usiminas 15,15 2,18%
CCRO3 CCR 49,39 2,13%
GGBR3 Gerdau 14,80 2,13%
AMBV4 Ambev 48,70 2,10%
RDCD3 Redecard 23,80 2,05%
NATU3 Natura 42,30 1,83%
TRPL4 Transmissão Paulista 50,30 1,81%
BICB4 Bic Banco 11,33 1,63%
BVMF3 BMF Bovespa 11,32 1,63%
DROG3 Drogasil 11,20 1,61%

Nesse mês, aproveitamos o momento de queda da bolsa, e reforçamos nossas posições em Petrobras, Grendene e CSN.

Rendimentos Líquidos

Total no mês: 0,30%

Total no ano: 1,82%

Apesar da forte queda anual da bolsa de valores, temos conseguido manter nossa carteira no campo positivo, devido à diversificação da mesma.

Renda Fixa no mês: 1,18%

Renda Fixa no ano: 3,83%

O rendimento da renda fixa no mês foi muito bom, superando com folga o CDI líquido no período.

Ações no mês: -1,02%

Ações no ano: -0,73%

O rendimento em ações no mês, apesar de negativo, permaneceu novamente acima do Índice Bovespa.

O cenário permanece negativo para a bolsa de valores no curto prazo, mas caso a mesma se aproxime dos 60000 pontos, realizaremos novos aportes, e caso ela volte ao patamar dos 70000 pontos, venderemos algumas posições, visando manter nossa alocação em ações entre 30% e 40% da carteira.

Abraços


Análise de Empresas – Petrobras (PETR4)

07/05/2011

 

1. Descrição da Empresa

A Petrobras é uma das maiores empresas integradas de energia do mundo com atuação nos seguintes segmentos da indústria de óleo, gás e energia: exploração e produção; refino; comercialização, transporte e petroquímica; distribuição de derivados; gás natural; biocombustíveis; e energia elétrica.

1.1 Pontos Positivos

Empresa integrada de energia;

Elevado potencial de exploração da região pré-sal no Brasil, assim como de outras fronteiras;

Forte plano de investimentos;

Aumento da produção nos próximos anos.

1.2 Pontos Negativos

Possibilidade de nova retração da atividade mundial pode acarretar uma nova queda do preço do petróleo;

Elevado plano de investimentos pode elevar o endividamento no curto prazo;

Dificuldade de exploração da região do pré-sal;

Empresa de controle estatal.

2. Receitas e Lucros

Conforme verificado nos gráficos, a Petrobras tem apresentado nos últimos anos ótimos resultados, com receitas e lucros crescentes.

3. Margens

As Margens da Petrobras são bastante elevadas, evidenciando o diferencial competitivo da companhia. A Margem Bruta apresentou uma pequena queda nos últimos anos, entretanto, a Margem Líquida manteve-se praticamente constante.

4. Situação Financeira

Com o Índice de Liquidez Corrente próximo de 2,00 e  o Grau de Endividamento próximo de 40,00 %, a empresa encontra-se numa condição financeira confortável. Note o expressivo aumento da Liquidez Corrente e diminuição do Endividamento no final de 2010, após o processo de capitalização da companhia.

5. Dividendos

Conforme verificado, a Petrobras vem pagando dividendos de maneira constante. O Dividend Yield de 3,8% encontra-se próximo da média histórica da companhia.

6. Múltiplos (P/L e P/VP)

O Índice Preço / Lucro de 8,97, encontra-se num patamar não muito elevado, estando um pouco abaixo de sua linha de tendência, mas um pouco acima da média histórica da empresa.

O Índice Preço / Valor Patrimonial de 1,03, encontra-se num patamar bastante interessante, sendo o nível mais baixo apresentado na história recente da companhia.

 7. Valuation (Preço Justo)

 

Para a análise de Valuation, consideramos a média do Lucro por Ação e da Taxa de Crescimento dos Lucros dos últimos 5 anos, e chegamos a um preço justo de 30,80 para as ações da PETR4, que representa uma Margem de Segurança de 27%.

8. Considerações

A Petrobras é uma das maiores empresas de energia do mundo, possuí um grande potencial de crescimento e tem apresentado resultados consistentes nos últimos anos.

A cotação de suas ações encontra-se bastante defasada em relação aos seus pares internacionais, o que pode ser uma boa oportunidade de investimento para o longo prazo.

Observações

As análises apresentadas são meramente informativas, cabendo a cada investidor avaliar os riscos envolvidos e tomar suas decisões.

Referências

Relatórios Link Trade

Fundamentus

GuiaInvest

Software Majer & Majer


Carteira Mensal – Abril/2011

03/05/2011

No mês de Abril/2011, com a desvalorização do Índice Bovespa de 3,58%, nossa carteira apresentou uma ligeira queda.

Carteira mês de Abril/2011

Nossa alocação por classe de investimento permaneceu praticamente inalterada em relação ao mês anterior.

Carteira de ações

Ação Nome Preço %
PETR4 Petrobras 25,60 15,41%
VALE5 Vale 46,07 10,24%
ELPL4 Eletropaulo 38,30 5,68%
ITUB3 Itaú Unibanco 31,50 4,67%
BBAS3 Banco do Brasil 28,99 4,30%
BBDC3 Bradesco 26,50 3,93%
GETI4 AES Tietê 26,10 3,87%
CMIG3 Cemig 25,45 3,77%
CSNA3 CSN 24,46 3,63%
RAPT4 Randon 11,71 3,47%
POMO4 Marcopolo 7,04 3,13%
TLPP4 Telesp 41,47 3,07%
GRND3 Grendene 9,40 2,79%
PCAR4 Pão de Açucar 70,00 2,59%
CYRE3 Cyrela 16,51 2,45%
DTEX3 Duratex 16,26 2,41%
USIM5 Usiminas 16,15 2,39%
EZTC3 Eztec 16,07 2,38%
GGBR3 Gerdau 15,34 2,27%
AMBV4 Ambev 50,10 2,23%
CCRO3 CCR 49,00 2,18%
CIEL3 Cielo 14,55 2,16%
RDCD3 Redecard 22,75 2,02%
NATU3 Natura 44,30 1,97%
TRPL4 Transmissão Paulista 50,98 1,89%
BVMF3 BMF Bovespa 11,81 1,75%
DROG3 Drogasil 11,30 1,68%
BICB4 Bic Banco 11,27 1,67%

Nesse mês, fomos mais cautelosos quanto à escolha das ações, dando preferência para as empresas que atuam no mercado interno.

Vendemos as ações da Eztec adquiridas em Março/11, com um lucro de 25% na operação (não poderíamos desprezar um lucro desses em apenas um mês), e compramos os papéis da Transmissão Paulista, do Grupo Pão de Açúcar e da Duratex.

Rendimentos Líquidos

Total no mês: -0,16%

Total no ano: 1,51%

O rendimento no mês foi bastante prejudicado devido à elevada queda da bolsa de valores, mas ainda conseguimos manter o rendimento anual positivo.

Renda Fixa no mês: 0,65%

Renda Fixa no ano: 2,62%

O rendimento da renda fixa continua satisfatório, performando em linha com o CDI líquido do ano.

Ações no mês: -1,39%

Ações no ano: 0,29%

O rendimento em ações no mês, apesar de negativo, ficou bem acima do Índice Bovespa. Mesmo com o momento delicado para a bolsa de valores (juros e inflação em alta), nossa carteira de ações tem se mantido acima do índice nos últimos 06 meses, como podemos constatar no gráfico abaixo.

Para o próximo mês, com o Ibovespa se aproximando dos 63.000 pontos, pretendemos realizar mais alguns aportes em ações, respeitando o limite de 40% do portfólio estipulado inicialmente.

Abraços


Análise de Empresas – Randon (RAPT4)

02/05/2011

1. Descrição da Empresa

O conglomerado de Empresas Randon teve seu início em 1949 e atualmente produz um dos mais amplos portfólios de produtos do segmento de veículos comerciais, correlacionados com o transporte de cargas, seja rodoviário, ferroviário, ou fora-de-estrada dentre as empresas congêneres no mundo.

1. 1 Pontos Positivos

Linha de produtos diversificada;

Líder no ranking de implementos rodoviários;

Estratégia de internacionalização e de busca de mercados e oportunidades no exterior;

Postergação do FINAME e Pró-caminhoneiro até o dezembro de 2011 e isenção do IPI para caminhões e implementos rodoviários até o fim de 2011.

Adequada estrutura patrimonial.

1.2 Pontos Negativos

Elevada correlação da demanda de seu setor de atuação com o crédito e a renda;

Perspectiva de aumento nos custos, com a elevação dos preços dos insumos siderúrgicos;

Aumento da concorrência.

2. Receitas e Lucros

Como podemos verificar nos gráficos, a Randon tem apresentando ao longo dos anos, Receitas e Lucros constantes, de maneira crescente, o que é um excelente sinal.

3. Margens

A empresa não apresenta Margens tão elevadas quanto gostaríamos, porém, podemos verificar que a Margem Líquida vem se mantendo quase que constante nos últimos anos.

4. Situação Financeira

Com relação à situação financeira, a empresa apresenta um Índice de Liquidez Corrente bastante elevado, de forma a suprir as despesas de curto prazo com bastante folga.

O grau de endividamento da empresa encontra-se em patamares elevados, e vem aumentando nos últimos anos, provavelmente devido à necessidade de investimentos da empresa.

Como a empresa tem apresentado resultados consistentes e possuí um bom Índice de Liquidez Corrente, esse dado não é tão preocupante, mas é importante verificarmos se empresa irá melhorar essa situação nos próximos trimestres.

5. Dividendos

Com relação aos dividendos, verificamos que a empresa pagou proventos com freqüência, e o patamar atual de Dividend Yield, apesar de não muito elevado, encontra-se dentro da média histórica.

6. Múltiplos (P/L e P/VP)

O patamar do Índice Preço / Lucro próximo de 12,00 está num ponto interessante, porém, dentro da média histórica.

Já o Índice Preço / Valor Patrimonial situa-se próximo de 2,00, e encontra-se um pouco abaixo da média histórica.

7. Valuation (Preço Justo)

 

Para a análise de Valuation, consideramos a média do Lucro por Ação e da Taxa de Crescimento dos Lucros dos últimos 5 anos, e chegamos a um preço justo de 18,89 para as ações da RAPT4, que representa uma Margem de Segurança de 61%.

8. Considerações

Conforme verificado, a Randon é uma empresa que possuí bons fundamentos e atua num setor com boas perspectivas, devido à necessidade de investimentos em infra-estrutura que o país precisa.

Entendemos que o preço atual das ações encontra-se num patamar interessante, porém, cabe a cada investidor avaliar os riscos envolvidos e tomar sua decisão.

Referências

Onde Investir By Lopes Filho

Fundamentus

GuiaInvest

Software Majer & Majer


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